Hoje em dia, a troca de arquivos por WhatsApp, e-mail e redes sociais é uma rotina. No entanto, essa praticidade esconde um risco significativo: arquivos com extensões como ZIP, RAR, TAR, CAB, 7Z, e PEA, ou outros formatos compactados, podem estar disfarçando vírus, trojans e malwares. Um exemplo comum é o que parece ser um “comprovante bancário”, mas que na verdade é uma armadilha.
Arquivos compactados podem esconder vírus e malwares
Fique atento a extensões perigosas e nomes enganosos
A importância do antivírus, sistemas atualizados e backups
Estatísticas alarmantes de golpes digitais no Brasil e no mundo
Mesmo que um arquivo pareça confiável, a recomendação é nunca abri-lo sem antes confirmar com quem o enviou. Golpistas são mestres em disfarces, utilizando nomes genéricos e arquivos mascarados como boletos, faturas, currículos ou até notas fiscais para enganar as vítimas. As extensões mais perigosas são justamente aquelas que permitem a execução automática de códigos, como .APK, .EXE, .JS, .VBS, .SCR, .HTML, entre outras. Fique atento: muitas vezes, o próprio nome do arquivo tenta convencer o usuário de que se trata de algo urgente ou importante, o que é um sinal de alerta.
Manter um bom antivírus instalado e sempre atualizado é uma das maneiras mais eficazes de se proteger. Ferramentas de segurança confiáveis são capazes de identificar e bloquear ameaças antes que elas causem qualquer dano. É crucial entender que, se você receber um arquivo que solicite a desativação do antivírus para ser aberto, isso é um alerta vermelho claro de que se trata de uma tentativa de golpe.
Outro ponto essencial para manter a segurança digital é garantir que o sistema operacional e todos os seus programas estejam atualizados. Muitas infecções acontecem por meio de falhas que já foram corrigidas pelos desenvolvedores, mas que ainda persistem em sistemas desatualizados. Além disso, manter backups frequentes dos seus arquivos pode ser a única salvação em casos mais graves, como infecções por ransomware, que bloqueiam completamente o acesso aos seus dados.
Os números mais recentes mostram que essas ameaças estão longe de serem raras e afetam milhões de pessoas. No Brasil, uma pesquisa do DataSenado revelou que cerca de 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de algum tipo de golpe digital nos últimos 12 meses. Isso representa mais de 40 milhões de pessoas afetadas por fraudes, clonagem de cartões, invasões de contas bancárias, entre outros crimes. No cenário global, o impacto é ainda mais impressionante: segundo o relatório Global State of Scams 2024, as perdas causadas por golpes digitais ultrapassaram a marca de 1 trilhão de dólares em apenas um ano.
Esses dados deixam claro que a prevenção é, e sempre será, fundamental. A segurança digital começa com atitudes simples, como desconfiar de arquivos suspeitos e manter seus dispositivos protegidos. Se houver qualquer dúvida quanto à origem ou segurança de um arquivo, o melhor a fazer é não abrir. Em ambientes corporativos, o ideal é sempre procurar o setor de TI para que eles possam analisar com segurança. Compartilhar esse tipo de informação com colegas de trabalho, amigos e familiares pode ajudar a evitar prejuízos e tornar o ambiente digital mais seguro para todos.
Lembre-se: segurança é responsabilidade de todos, e a prevenção ainda é o melhor antivírus.
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